O governo federal anunciou que os postos de combustíveis em todo o país terão que informar de forma clara e visível quando houver redução no preço do diesel nas bombas. A medida busca garantir que o desconto gerado pela redução de tributos chegue de fato ao consumidor.
A decisão ocorre após o governo zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, em uma tentativa de conter os efeitos da alta internacional do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio e pelos ataques a navios petroleiros próximos ao Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
Segundo estimativas do governo, a medida pode representar uma redução de até R$ 0,64 por litro no preço do diesel.
Para evitar distorções no mercado, os postos deverão sinalizar de forma transparente ao consumidor quando houver redução no valor do combustível, permitindo que o motorista identifique se o desconto anunciado realmente está sendo aplicado.
Além disso, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) terá poderes ampliados de fiscalização. Os órgãos de controle poderão exigir documentos, verificar notas fiscais e investigar possíveis práticas abusivas, como aumento injustificado de preços ou retenção de estoques.
Em casos de irregularidades, as penalidades podem ser severas, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade da infração.
O governo argumenta que a medida busca garantir mais transparência no mercado de combustíveis e proteger o consumidor, especialmente em um momento de forte instabilidade no cenário internacional do petróleo.
O Brasil, apesar de ser um grande produtor e exportador de petróleo bruto, ainda depende da importação de parte dos derivados utilizados internamente, especialmente o diesel, o que torna o preço do combustível sensível às oscilações do mercado internacional.