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  MP denuncia secretária de Saúde e mais três pessoas por supostas fraudes em licitações no Paraná  
  Publicado em 7 de Julho de 2026  
       
 

 
 
 
MP denuncia secretária de Saúde e mais três pessoas por supostas fraudes em licitações no Paraná

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou à Justiça quatro pessoas investigadas na Operação Cruella por supostas fraudes em processos licitatórios no município de Rancho Alegre D'Oeste. Entre os denunciados está a secretária municipal de Saúde, que já havia sido afastada do cargo durante o andamento das investigações.

 

 

Além dela, também foram denunciados uma empresária e dois médicos-veterinários. O Ministério Público atribui ao grupo, em tese, os crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, frustração do caráter competitivo de licitação, fraude na execução contratual, corrupção ativa e corrupção passiva.

 

 

De acordo com a denúncia, as irregularidades teriam ocorrido em licitações realizadas em 2025 para contratação de serviços veterinários, incluindo castração de animais, vacinação e fornecimento de ração, além da aquisição de materiais de limpeza para o município.

 

 

Segundo o MP, um dos investigados teria deixado formalmente o quadro societário da empresa vencedora da licitação um dia antes da publicação do edital. Para a Promotoria, a alteração teria sido apenas formal, com o objetivo de contornar impedimentos legais, já que o investigado é cunhado da secretária municipal de Saúde.

 

 

As investigações também apontam que os serviços contratados teriam sido executados por uma clínica ligada à família da secretária, embora outra empresa tenha vencido oficialmente o processo licitatório. O Ministério Público ainda relata indícios de emissão de notas fiscais incompatíveis com os serviços prestados e movimentações financeiras consideradas suspeitas entre os investigados.

 

 

A denúncia foi encaminhada ao Poder Judiciário, que decidirá se recebe ou não a ação penal. Caso seja aceita, os denunciados passarão à condição de réus e responderão ao processo judicial.

 

 

Até o momento, não há condenação. Os investigados têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência durante todo o andamento do processo.

 
 
 
 
     
 

 
 
     
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