Um homem que sofreu um acidente de motocicleta no distrito de Herveira foi socorrido por testemunhas e por uma equipe de resgate, recebeu os primeiros atendimentos ainda no local e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, em Campina da Lagoa.
O que deveria terminar apenas com atendimento médico, no entanto, acabou se transformando em uma ocorrência policial.
Segundo a Polícia Militar, assim que deu entrada na unidade hospitalar, o paciente passou a agir de forma agressiva, ofendendo funcionários que estavam trabalhando no atendimento. Um colaborador relatou aos policiais ter sido alvo de insultos com palavras de cunho homofóbico.
A equipe da Polícia Militar foi acionada e encontrou o homem na área externa do hospital, acompanhado de familiares. Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentava escoriações no rosto e uma lesão no tornozelo provocadas pela queda de motocicleta, mas permanecia exaltado e desobedecia às ordens dos policiais.
Ainda de acordo com a PM, o homem desacatou os militares, dirigiu ofensas ao médico plantonista e, durante a confusão, quebrou uma cadeira e danificou uma maca pertencentes ao hospital.
Diante do comportamento agressivo, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Conforme a ocorrência, foi necessário o uso de algemas para preservar a segurança da equipe, dos profissionais de saúde e do próprio detido.
Após a confecção do boletim de ocorrência e do laudo de lesão corporal, o homem foi encaminhado à Cadeia Pública de Campina da Lagoa, ficando à disposição da Polícia Judiciária.
Uma sequência que revolta
O caso chama a atenção pela inversão dos fatos. Depois de sofrer um acidente, o motociclista foi socorrido por pessoas que pararam para ajudá-lo, recebeu atendimento das equipes de resgate e foi levado ao hospital para receber cuidados médicos. Segundo a Polícia Militar, em vez de colaborar com quem estava tentando salvá-lo e tratá-lo, passou a ofender profissionais da saúde, desacatar policiais e ainda danificar o patrimônio público.
Enquanto socorristas, médicos, enfermeiros e policiais trabalham para preservar vidas, atitudes como essa comprometem o atendimento de outros pacientes, geram prejuízo ao patrimônio público e podem resultar em responsabilização criminal.